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A CONGREGACÃO DAS IRMÃS DE CARIDADE DE NOSSA SENHORA MÃE DE MISERICÓRDIA
foi fundada em 23 de novembro de 1832 por
DOM JOANNES ZWIJSEN, Arcebispo de Utrecht, na Holanda.
A juventude carente e abandonada da Brabantia, região do Sul do país,
com população predominantemente católica era, na segunda metade do século XIX,
uma parte desprezada e marginalizada pelo Governo do Reino, de tendência nitidamente protestante.
Dom Joannes Zwijsen, neste tempo, pároco de 't Heike estava bem consciente da situação
dificílima dos seus paroquianos. A grande maioria deles era de operários na indústria
de tecidos ou biscateiros. Apesar de trabalhar muitas horas por dia, ganhavam pouco.
A situação social era tão precária que até crianças estavam obrigadas a trabalhar nas fábricas e oficinas.
Dom Joannes Zwijsen se sentiu tão comovido pelas necessidades do povo, que com sua personalidade enérgica e firme, procurava
encontrar caminhos e meios para aliviar as carências daquela gente.
No ano de 1832 Dom Joannes Zwijsen resolveu fundar um instituto de caridade, no começo exclusivamente em favor das
crianças pobres, mais tarde se estendeu ao serviço de empobrecidos em geral,
doentes, oprimidos, explorados, abandonados e excluídos.
Foi um começo muito humilde quando no dia 23 de novembro
de 1832 o pároco Joannes Zwijsen trouxe as três primeiras
Irmãs para uma casinha no bairro 't Heike na cidade de Tilburgo.
Eram 3 beguinas* do Hoogstraten na Bélgica: Madre Michael e 2 sobrinhas, as irmãs Catharina e Theresia.
Madre Michael com seus 53 anos foi a 1a superiora deste pequeno grupo de 3, mas que logo aumentou para 13.
Foi uma mulher de fé, muito corajosa e enérgica, que durante 20 anos guiava a nova Congregação.
As irmãs testemunhavam: "Ela não foi severa, porém séria e CHEIA DE MISERICÓRDIA."
Com grande confiança na Providência Divina e com o desejo sincero de aliviar o sofrimento do povo, começaram com
toda simplicidade o trabalho. Claro que elas, nesta altura, não tinham idéia de que o pequeno grupo se tornasse o núcleo
de uma Congregação crescente, de Irmãs de Caridade. Até o próprio Fundador
arranjou uma casa com 13 celas e nunca queria aumentar este número, porém a sua fé firme na proteção da Providência Amorosa de Deus
fez com que, mais tarde abandonasse este projeto original e concordou com
crescimento rápido da sua Congregação. Um vigário da cidade de Delft pediu a ele algumas irmãs para trabalhar na sua paróquia.
Dom Joannes Zwijsen recusou, mas prometeu mandar uma professora para ajudar fundar uma
nova Congregação. Preparando-se, esta professora adoeceu e faleceu.
Para Dom Joannes Zwijsen isso foi um sinal de Deus para mandar mesmo algumas Irmãs de sua Congregação. Assim começou a primeira
expansão. Depois chegaram muitos pedidos que ele não podia negar.
Com muitos sacrifícios e uma enorme pobreza as Irmãs enfrentaram estas funções,
mas sentiram fortemente a presença de Deus nestes empreendimentos e o apoio contínuo do Fundador.
Nas "conversas íntimas" Dom Joannes Zwijsen frisou sempre que as Irmãs devem ter:
Os apelos do Papa, em favor da Igreja na América Latina,
encontraram também eco na nossa Congregação.
Em 1962 chegaram as 4 primeiras Irmãs ao Brasil para responder
aos apelos da Igreja neste Continente. Logo chegaram mais outras Irmãs.
A missão começou em Campina Grande. Ficaram hospedadas no
Convento das Irmãs Clarissas e foram lá acolhidas numa maneira muito carinhosa.
Lá estudaram a língua e começaram a se adaptar ao clima e à cultura.
Iniciaram o trabalho num ambulatório e na catequese.
Em 1963 chegaram em Santa Rita, onde reconstruíram o Hospital Flávio Ribeiro Coutinho.
Logo depois construíram a Escola Maria Honorina Santiago para as crianças pobres.
Em 1965 algumas Irmãs foram enviadas para Santo Amaro de Ipitanga, na Bahia, para serem Irmãs Vigárias numa Paróquia sem Padre.
Também faziam parte de uma equipe polivalente da Diocese, composta de: Enfermeira, Assistente Social, Catequista e um Padre. Esta equipe
deu muita assistência no imenso interior da Diocese.
Em 1969 houve grandes mudanças pois Dom José Maria Pires, da Arquidiocese da Paraíba, começou a
apelar às Congregações para abrirem as portas e liberarem Irmãs para formarem comunidades no meio do povo simples,
mais sofrido e mais necessitado.
O apelo da Igreja particular foi cada vez mais forte para deixar as
"obras grandes" e começar uma vida encarnada no meio do povo simples e sofrido. Cada vez avaliando
a caminhada e se perguntando o que os "sinais dos tempos" estão dizendo ou pedindo, concluimos
que era chegada a hora de de deixar as nossas "Obras". Assim aconteceu.
Em 1971 foi formada a primeira Comunidade em Gurinhém, pioneira em tentar viver "a presença evangélica" no meio do povo.
Ainda formaram outras pequenas comunidades no decorrer dos anos em Santa Rita, Livramento,
Várzea Nova, Pedras de Fogo, Cabedelo, Bayeux, São Miguel de Taipu e outra vez em Santa Rita.
Conforme as orientações do nosso Bispo as pequenas comunidades ficam por um tempo determinado numa paróquia para,
depois de ter ajudado na formação de uma comunidade viva do povo, passar para outra paróquia.
Atualmente no Brasil estamos no Estado da Paraíba, nas seguintes localidades:

Participamos:
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