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Escrevendo as Constituições da Congregação Dom Joannes Zwijsen foi fortemente
inspirado pela espiritualidade de São Vicente de Paulo. A espiritualidade de São Vicente de Paulo é centrada
na MISERICÓRDIA, o amor em ação, como ele se expressou: "Amemos a Deus meus irmãos e irmãs, amemos a Deus, mas que isto seja
à custa dos nossos braços, que isto seja com o suor dos nossos rostos".
Sim, misericórdia é uma ação, ou mais exatamente uma reação diante do sofrimento alheio interiorizado(sofrimento neste caso, de todo um povo
castigado injustamente e nos níveis mais básicos de sua existência). E esta ação é motivada só por este sofrimento.
Lemos na Bíblia que na origem do processo salvífico está presente uma AÇÃO AMOROSA de Deus: ("Vi a opressão de meu povo no Egito,
ouvi suas queixas contra os opressores, conheço seus sofrimentos, por isso desci para libertá-lo". Ex. 3,7).
Jesus descreve Deus numa parábola fundamental: O pai sai ao encontro do filho e quando o ver, movido por misericórdia, reage, o abraça e organiza uma festa.
Se com a misericórdia é descrito o próprio Deus, sem dúvida estamos diante de algo realmente fundamental. Pode-se dizer com toda a tradição cristã que é o amor, como se fosse
algo já sabido. Mas é preciso acrescentar que é uma forma específica de amor: o amor concreto que surge perante o sofrimento alheio, injustamente castigado para desenraizá-lo.
E não pode apresentar nenhuma desculpa para não praticar este amor misericordioso.
Dom Joannes Zwijsen queria que este Espírito de Deus, cheio de misericórdia, reinasse em sua Congregação. Esta espiritualidade fundamentalmente evangélica: "TENHAM EM VÓS OS MESMOS
SENTIMENTOS QUE HAVIA EM JESUS CRISTO" Fl. 2,5.
Assim ele constitui, inspirado por São Vicente, como cerne da Espiritualidade da Congregação, a MISERICÓRDIA, quer dizer, abrir plenamente o coração
às necessidades do próximo, ir ao encontro do irmão pobre e carente, movido por um coração atingido pela graça de Deus.
Algumas características da nossa espiritualidade que Dom Joannes nos deixou são:
8 A CONFIANÇA ILIMITADA NA DIVINA PROVIDÊNCIA
Esta confiança na Divina Providência é o traço mais notável da
personalidade espiritual do nosso Fundador, traço que é continuamente expresso. Em 1876,
pouco mais que um ano antes de sua morte, preside pela última vez
o Capítulo Geral dos Fratres(o ramo masculino da nossa Congregação). Quando
vê todos estes filhos espirituais reunidos, o velho homem se comove e finalmente balbucia:
"Oh! Obra da Divina Providência! Que ela nunca seja destruída". Muitas vezes ele usava a expressão: "A querida Providência".
Ele frisou: "A querida Providência cuida, mas... não podemos deixar de fazer a nossa parte!
8 A SIMPLICIDADE
Para Dom Joannes Zwijsen a simplicidade é um dos aspectos mais importantes
da espiritualidade, que ele quer que seja vivida nas suas Congregações. Ele explica: "Geralmente se diz:
uma pessoa simples é uma pessoa de pouca inteligência, de pouco conhecimento, etc. Pode ser uma pessoa boazinha e de boa conduta
mas no fundo é considerada uma coitadinha, sem muito valor. Mas eu não penso nesta simplicidade, mas quero falar sobre a simplicidade religiosa, cristã. A simplicidade
é um movimento amoroso que parte de Deus. Ele nos ama primeiro. A simplicidade religiosa é a resposta da pessoa que acolhe este amor, que se deixa amar por Ele. A simplicidade está voltada
só para Deus. Ela só tem uma coisa na mira".
Simplicidade, portanto, tem a ver com dedicação absoluta à finalidade única.
Dedicando-se somente em tudo a Deus(através da dedicação total aos Irmãos e Irmãs) a pessoa encontra nela a unidade interior. A unidade interior
elimina qualquer "visão dupla". A atenção que espontaneamente se dispersa em todas as direções, vai se concentrar num ponto só: DEIXAR-SE AMAR POR DEUS E RESPONDER AO AMOR.
Assim a pessoa simples não se coloca em evidência, não procura a si mesma, sai de si mesma para encontrar-se com o outro. Um
relacionamento amoroso com Deus e Nele com todos os irmãos e irmãs.
Neste sentido o Fundador colocou como lema da Congregação:

A violência e o individualismo flagelam o mundo de hoje. Sentimos as conseqüências disso no meio de nós. Uma fome espiritual invade os corações, com o desejo de se encontrar com Deus. Essa fome real não se limite a uma classe social. A fome abrange rico e pobre, leigo e religioso, mulheres e homens. É a procura de Deus fiel, que ama, e que é revelado em Jesus. Como se relacionar com este Jesus?
Muitas religiosas, como também as nossas, hoje ajudam pessoas no acompanhamento espiritual para poder crescer no relacionamento com Deus e a descobrir a presença de Deus na sua vida.
Para isso participamos na Escola de Supervisão para Acompanhantes Espirituais, para chegar a um acompanhamento mais adequado e com a habilidade de discernimento.
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