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Como vivemos em comunidade como CONSAGRADAS?
Depois de alguns anos de preparação, fazemos o nosso compromisso com Deus e o povo.
Fazemos isto através da profissão dos CONSELHOS EVANGÉLICOS: Castidade
consagrada, obediência religiosa e pobreza evangélica.
Castidade consagrada
Cada uma de nós sabe que foi tocada pessoalmente pelo Mistério de Deus, gratuitamente.
Estamos cativadas por este Deus vivo, Deus amor e pelo
Senhor Ressuscitado Jesus Cristo, que age em nós pelo seu Espírito.
Este compromisso de castidade consagrada, liberta de maneira especial o coração,
tornando-o cada vez mais capaz de amar, inflamando-o sempre mais do amor
para com Deus e para com todos os irmãos e irmãs.
Não é negação ao amor, mas ao contrário: liberta para amar mais, procura a
"única coisa necessária", e orienta-se para a única pessoa: Deus, amando-o e
amando todos os seus irmãos e irmãs.
Só quando uma pessoa está pronta para se doar é capaz de procurar "O
Amado do seu coração(Cant. d. c.) é capaz de doar-se
livremente a esta Pessoa Divina encarnada.
Só assim é possível a castidade e sobretudo a castidade
consagrada. Mas... Deus que nos tocou e chamou gratuitamente, diz:
"Não tenha medo... eu estarei sempre ao seu lado".
Obediência Religiosa
"Toma Senhor e aceita toda a minha vida, a minha memória, a minha inteligência
e toda a minha vontade.
O que tenho e possuo, Tu me deste. A Ti Senhor, o devolvo, tudo é Teu.
Dispõe de tudo segundo a tua livre vontade.
Dá-me o teu amor e tua graça, porque isto me basta". (Santo Inácio)
Nesta profunda oração encontramos, sinteticamente expresso o
sentido profundo da obediência religiosa. Pelo nosso compromisso de
obediência queremos sempre estar voltadas para a prática da VONTADE DE DEUS.
Podemos descobrir qual é no dia-a-dia a Vontade de Deus para nós:
* no Evangelho;
* na tradição da Igreja e da Congregação;
* nos sinais do tempos;
* na voz da nossa consciência;
* na Palavra de Deus que vem até nós através daquelas
a quem confiamos a autoridade de guiar a Congregação;
* nas obrigações que assumimos na comunidade da Congregação.
* nas necessidades espirituais e materiais que vemos ao nosso redor;
* nas situações concretas em que nós nos encontramos.
Pobreza Evangélica
A pobreza evangélica, diz-nos Orsy, é uma atitude que nasce
de uma relação entre duas pessoas que se amam. É uma atitude interior que se desenvolve
a partir de um valor profundo.
Não é a privação de bens materiais ou de pessoas, não é um interesse pelas
coisas, mas antes é um interesse por um Ser, uma Pessoa, Deus.
É uma libertação de preocupações excessivas no que se refere à alimentação,
ao vestuário, à casa, às pessoas particulares.
É uma disponibilidade e um desapego num sentido muito amplo.
A atitude interior é a do abandono a Deus e as expressões externas devem ser coerentes
com essa atitude.
Queremos conscientizar-nos de que temos recebido tudo de Deus para administrar
e usar segundo a sua vontade. Esta atitude nos liberta do apego egoísta aos
bens materiais e ao poder: "É o caminho para renovar a face da terra".
Comovidas pela necessidade do mundo que nos cerca e em solidariedade
com os pobres oprimidos reconheçamos que a justiça exige de nós:
PARTILHAR com outros o que temos, o que somos.
Por meio de uma vida simples, pela aceitação de privações queremos ser testemunhas
como pessoa e como comunidade, de liberdade evangélica e de desapego.
Olhando os três compromissos percebemos que todos têm a mesma raiz, O RELACIONAMENTO
AMOROSO COM DEUS.
Por isso queremos ser castas;
por isso queremos obedecer a Sua vontade;
Por isso queremos nos desapegar das coisas e de nós mesmas e queremos
partilhar tudo o que somos e o que temos.

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